O destino do homem, enquanto ser espiritual, foi nascer neste plano físico transitório para utilizar-se dos meios de evoluir e assim migrar para outros mundos mais adiantados.

O ser humano, no entanto, deixou de reinar soberano sobre a terra, quando transformou sua missão em tirania. A partir daí, as civilizações passaram a experimentar toda a sorte de sofrimentos físicos e morais, como formas de purificação da alma.

Os desastres naturais, as doenças, as dificuldades nas relações familiares, nas relações sociais, nas relações internacionais e, por fim, as guerras e o extermínio em massa, as dores e mutilações que elas causam a inocentes não têm sido o bastante para abrir os olhos dos homens para os sofrimentos semelhantes ou muitas vezes ainda mais cruéis que são impingidos aos seres puros e desprotegidos, colocados por Deus sob sua custódia.

A morte de um animal deixou de ter como causa justa a de se lhe impor um sacrifício pela sobrevivência dos grupos humanos. Tornou-se, com o tempo, uma forma imoral de satisfazer aos desejos mais vis do ser humano. Os abatedouros de animais se transformaram em espelhos da monstruosidade e da frieza com que uma pessoa é capaz de lidar com a dor e a agonia dos outros seres, sejam eles bois, ovelhas, porcos, aves e as mais variadas espécies de animais exóticos, retirados de seu habitat selvagem para servirem de caríssimos itens nos cardápios dos restaurantes.

Sejamos nós a fazermos a diferença. Se você não consegue excluir a carne de sua alimentação, tente ao menos restringir. Comece a alimentar-se sem carne um dia por semana. Depois aumente para dois dias semanais. Proponha-se com o tempo a deixar de comer carne na primeira semana do mês, por exemplo. Com o tempo, seu próprio organismo lhe mostrará os benefícios que isso trará à sua saúde e naturalmente você abandonará este hábito tão nocivo à sua vida, à dos animais e ao meio ambiente.

Todos os seres merecem viver. Permita, por favor.

A reencarnação do animal no oitavo dia

A espiritualidade e reencarnação dos animais são dois temas pouco difundidos e, não raro, acabam sendo frutos de interpretações distorcidas.
Há quem acredite que os animais, quando morrem, passam a viver no mundo espiritual; outros entendem que a existência deles acaba com a morte e há, ainda, quem creia na reencarnação, mas o tempo em que isso acontece também gera dúvidas e equívocos.
A reencarnação no oitavo dia foi um tema que abordei pela primeira vez no livro “Anjos de Luz” e posteriormente procurei destacar em “Memórias Espirituais de um Gato”.
Tal ensinamento me veio como um presente do mundo dos espíritos, quando eu havia perdido um cachorro que pertencera à minha mãe, ocasião em que me explicaram como e quando ocorre a reencarnação dos animais.
Este cão vive comigo pela terceira encarnação sucessiva e, depois dele, sofri outras perdas que vieram a ser superadas através do consolo que a fé na reencarnação me trouxe. Hoje, tenho em casa três animais reencarnados e estou à espera do meu Luke Matheus, que morreu recentemente e que já havia reencarnado e retornado ao meu convívio em outra ocasião.
Recebo muitos e-mails de pessoas desesperadas, pedindo consolo na morte de seus animais e, dentre estas mensagens, algumas me questionam sobre o período de gestação, em que o espírito do animal já estaria vinculado ao feto e que, portanto, não seria possível se contar sete dias, a partir da morte, para o novo nascimento físico.
Por conta disso, e para melhor esclarecer o assunto, quero explicar como ocorre à luz da doutrina kardecista.
De acordo com o espiritismo, a união da alma com o corpo ocorre na concepção e se completa com o nascimento. “Desde o momento da concepção, o espírito designado para habitar tal corpo, a ele se liga por um laço fluídico que vai se apertando, cada vez mais, até que a criança nasça”. (Livro dos Espíritos, Ide Editora, 138ª edição, pág. 168).
Este esclarecimento trazido pelos espíritos diz respeito unicamente ao homem. Os animais não possuem este vínculo senão nos sete dias que antecedem o nascimento. Explica Allan Kardec que “o espírito do animal é classificado, depois da sua morte, pelos Espíritos que a isso compete, e quase imediatamente utilizado, não tendo tempo de se colocar em relação com outras criaturas”. (ob. cit., pág. 249, grifei)
Depreende-se da doutrina kardecista que, após a morte do corpo, o animal não permanece, como o homem, no mundo espiritual, tampouco em contato com outras criaturas. Diz o texto citado que seu espírito é “quase imediatamente utilizado”. Esse “quase imediatamente” são os sete dias após a morte do corpo.
Diz o Budismo que as ações boas e más dos indivíduos são julgadas a partir do sétimo dia de sua morte. Na Igreja Católica, os fiéis celebram a memória de seus mortos no sétimo dia da morte. Com os animais, ocorre justamente o retorno ao plano físico após estes sete dias.
É sabido que nós, humanos, permaneceremos em estado errante geralmente por um longo tempo, para nosso aprendizado antes da próxima encarnação. Com os animais não existe expiação de faltas, tampouco aprendizado ou oportunidade de arrependimento de erros cometidos.
Sete dias são necessários para recuperarem as energias desgastadas pelo perecimento da matéria e retornarem ao plano físico, o que ocorre no oitavo dia da morte do corpo.
Antes de sete dias do nascimento não há, portanto, espírito ligado ao feto por laços fluídicos. Aqueles que forem designados para habitar o corpo, e que desencarnaram sete  dias antes, nascerão novamente. Se eventualmente algum animal nasce sem espírito designado, não chegará a viver no plano físico, sendo instantaneamente comido pela mãe no exato momento em que deixar o útero.
Àqueles que relatam terem reencontrado o animal reencarnado que houvera nascido meses ou até vários anos após a morte, a explicação é simples: este animal certamente já nascera antes e, por alguma razão, veio a morrer precocemente, o que permitiu o reencontro através de um nascimento que aconteceu por um período grande após o desencarne da vida que compartilhou com aquela pessoa.
Por fim, respondendo às dúvidas sobre como reencontrar o animal que reencarnou, basta apenas acreditar no magnetismo do amor. Buscando com o coração, o reencontro é certo.    

--------------------------
Eis o mestre de quatro patas, com quem aprendi as lições com as quais hoje procuro consolar os corações daqueles que sofrem a perda de seu animal de estimação:

Benji 09.09.1998 15.05.2005


Benji II 22.05.2005 a 02.06.2012
Benji III - nascido em 09.06.2012 



                                                                                                                   

Nenhum comentário:

Postar um comentário